Uma viagem pelos meus discos
Discofonia 86 - Anti-pop Consortium

O Discofonia volta em podcast de gala. Amanhã tem show do Anti-pop Consortium no Sesc Pompéia e eu acabei entrevistando o Beans para a TV Estadão. Juntei partes da entrevista que não vão caber na edição final do vídeo e costurei com algumas das minhas músicas preferidas de três discos do Anti-pop Consortium: "Arrhythmia", de 2002, "Anti-pop Consortium vs Matthew Shipp", 2003, e o novo "Fluorescent Black", que deve ser a base do show. De quebra, para terminar o podcast, botei uma do "Only", do Beans com o William Parker e Hamid Drake para honrar a entrevista. Aí vão as músicas:

1. Reflections
2. NY to Tokyo (featuring Roots Manuva)
3. Volcano
4. Fluorescent Black
5. Ping Pong
6. Ghostlawns
7. Human Shield
8. Staph
9. Free Hop
10. 20

Direct download: Discofonia_86_-_Anti-pop_Consortium.m4a
Category:podcasts -- posted at: 6:37pm -03

Resenha do Ariel Pink

Esquentando a volta do Discofonia - logo mais tem novos episódios do podcast, juro -, publico aqui uma pequena resenha que fiz do novo disco do Ariel Pink's Haunted Graffiti, publicada no Estadão no sábado, aí vai:

 

ARIEL PINK"S HAUNTED GRAFFITI

BEFORE TODAY

 

Normalmente, revivals têm a pretensão de voltar a pontos altos da cultura pop. Na contramão disso, um fenômeno interessante vem ocorrendo desde o ano passado: a reabilitação de sons dos anos 80 que, se dependesse da crítica, permaneceriam enterrados no mesmo cemitério das ombreiras e das calças semibag. São aqueles timbres de guitarra e de sintetizador que abasteceram tanto a invasão britânica do new pop quanto o softrock. Compositor maníaco, conhecido por suas fitas lo-fi e seus primeiros discos de pop mutante pelo selo Paw Tracks, do Animal Collective, Ariel Pink chega a um público maior com Before Today. Um álbum que, a despeito da ironia de Pink nas letras, bebe no softrock, com tudo o que isso implica: negritude desbotada, solos de guitarra emasculados, teclados açucarados e muito, muito falsete nos vocais. A graça de Before Today está no modo como Pink costura esses elementos do passado com uma sensibilidade atual, fazendo com que tanto um fã de Chicago quanto um de Sulfjan Stevens consigam se divertir com seu rock pop ácido e ultramelódico.

Category:general -- posted at: 6:15pm -03